APENAS 7 MIL NA CONTA DO FILHO DE WALDIR MARANHÃO.


Buscas nas contas bancárias do médico Thiago Augusto Azevedo Maranhão Cardoso, filho do presidente interino da Câmara de Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), a justiça do Maranhão encontrou apenas o valor de R$ 7.000,00 para devolução de R$ 235.000,000 referentes aos salários pagos indevidamente pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Thiago ocupou cargo comissionado no órgão entre novembro de 2013 e maio de 2016, no gabinete do presidente do órgão, Edmar Serra Cutrim. Entretanto, no mesmo período, trabalhou em hospitais e fez pós-graduação na capital paulista. Ele tinha salário mensal de R$ 7.500, além de R$ 800 de auxílio-alimentação. Thiago foi exonerado do cargo, no último dia 9, pelo próprio Cutrim, após o caso ser divulgado pela imprensa.

As buscas foram feitas pelo sistema Bacenjud, que interliga a Justiça ao Banco Central, em cumprimento à determinação do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Ilha de São Luís. No último dia 16, o magistrado decretou a indisponibilidade dos bens de Thiago Maranhão, obrigando-o a devolver todo o valor pago pelo TCE entre novembro de 2013 e maio de 2016.
O juiz determinou ainda que caso não haja dinheiro nas contas de Thiago suficiente para devolver a quantia que ele recebeu indevidamente, outros bens estarão indisponíveis até o valor fixado pela liminar.
A informação da conta “vazia” do filho do presidente interino da Câmara foi confirmada pelo juiz Douglas Martin, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da capital, autor do pedido do bloqueio.
ARREPENDIMENTO E CARTA
Nesta segunda-feira (23), vazou uma carta que Thiago Augusto Maranhão teria enviado à Justiça afirmando que estava arrependido de ter recebido a quantia sem trabalhar. No documento, o médico disse ter “disposição para devolver de forma integral e corrigido os danos”.


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