Espigão Costeiro não evita o avanço do mar .

POR JULLY CAMILO (JP)



G. Ferreira

Moradores, comerciantes e frequentadores da praia da Ponta d’Areia começam a ficar preocupados com os estragos que a força da maré tem causado na área. Nos últimos dias, vários coqueiros localizados perto do Hotel Praia Mar, na Avenida São Marcos, foram praticamente arrancados do solo – estão sustentados apenas pelas raízes. A erosão já engoliu também um dos sentidos da via nas proximidades do Trapiche Reggae Bar, fazendo com que veículos e pedestres trafeguem na contramão.
Segundo o proprietário de um bar na Ponta d’Areia, Benjamim Sodré, de 63 anos, que trabalha no local há 26 anos, a obra do Espigão Costeiro até agora “não prejudicou nem beneficiou” quem trabalha ou mora na área.

Para Sodré, o projeto foi construído no local errado, e por isso a maré continua “arrebentando” perto de bares e encostas. Isso vem causando a derrubada de coqueiros e outras árvores, bem como de pistas onde não há proteção de concreto ou pedras.
“Quando a maré enche você olha para o Espigão e nem vê as ondas bater e subir. Porém, nas proteções que fizemos para a água não invadir nossos estabelecimentos a maré bate e acaba respigando tudo dentro dos comércios e casas. Ou seja, o Espigão até o momento não está nos beneficiando, mas também não nos trouxe prejuízo. Continua tudo na mesma”, disse o comerciante.


A moradora Carla Costa, 38, disse que está pensando em colocar seu apartamento a venda por medo de que a maré avance e futuramente alcance o prédio no qual ela reside. Ela explicou que como não há muros de arrimo cercando a orla, e o Espigão parece não estar contendo a força do mar, a saída é deixar o local.
Além da falta de efetividade no cumprimento de sua função, que é de conter a maré, Carla apontou a falta de segurança aos frequentadores como outro problema do Espigão. Uma morte já foi registrada no local.
Apesar de redes de proteção no lugar de guarda-corpo e placas de sinalização informando ser ali área de risco, banhistas e curiosos continuam frequentando o Espigão.

O Jornal Pequeno de São Luis tentou contato, na sexta-feira (28), sábado (29) e dia (31), via celular, com o secretário de Infraestrutura Max Barros, mas não conseguiu falar com ele.

THE NEWS F5 comenta:
Diga-se de passagem Max Barros é declaradante pré-candidato a prefeitura de São Luís, e durante três dias o citado jornal tentrou entrar em contato e não obteve resposta. O Espigão até agora são está matando gente o seu real obejtivo não de longe é alcançado. Se fosse obra da atual prefeitura tanto as mortes quantos o desvio de objetivo estaria no Jornal Nacional com todo sensacionalismo que a mída marrom sabe fazer quando quer

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