PRESOS PROVISÓRIOS TERÃO TORNOZELEIRAS.
O uso de tornozeleiras para
monitorar presos provisórios na Comarca da Ilha de São Luís passou a ser uma
realidade nesta quinta-feira (30). Durante audiência realizada na Central de
Inquéritos do Fórum Desembargador Sarney Costa (Calhau), dois presos assinaram
termo de aceitação para uso do aparelho, além do termo de compromisso, no qual
se submetem aos critérios do regime aberto. A medida se constitui em uma
liberdade vigiada alternativa à pena privativa de liberdade, contribuindo para
diminuir a população carcerária.
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Os presos provisórios, presentes
nas audiências na Central de Inquéritos nesta quinta-feira, cometeram crimes de
menor potencial ofensivo, cabendo, conforme legislação vigente, a aplicação da
medida substitutiva de prisão. A iniciativa também faz parte de um pacto de
implementação de alternativas penais firmado entre Tribunal de Justiça;
Corregedoria da Justiça; Governo do Estado, por meio da Secretária de Justiça e
Administração Penitenciária (Sejap); e o Ministério da Justiça.
Para a corregedora Nelma Sarney, o
apoio do Comitê foi importante para esse passo, já que o monitoramento
eletrônico foi uma proposta que surgiu nas discussões do grupo. A
desembargadora reafirmou que essa é uma importante medida para diminuir a
população carcerária. Ela adiantou que até o final do mês de novembro será editada
uma resolução conjunta dos órgãos envolvidos regulamentando a matéria.
De acordo com o secretário do
Comitê Gestor da Crise do Sistema Carcerário, Thiago Castro serão utilizadas
inicialmente 155 tornozeleiras. A Central de Inquéritos de São Luís foi à
primeira unidade judicial a receber o dispositivo. As próximas unidades
previstas para receberem são a 1ª e 2ª Vara de Execuções Penais de São Luís e a
Vara de Violência Contra a Mulher, todas de São Luís.
Como apoio à medida, uma Central
de Monitoramento foi instalada na Sejap e deve inaugurar na terça-feira (04/11).
As tornozeleiras contam com dispositivo eletrônico que permite acompanhar o
trajeto do portador. Caso ele descumpra o estabelecido nos termos de aceitação
e de compromisso, a exemplo de sair de um determinado limite geográfico ou
fazer rotas diferentes das estabelecidas, um sinal é enviado para a central.
Nesse momento é feita uma comunicação ao juiz responsável pelo réu, que por sua
vez expede uma ordem de prisão, cumprida em uma unidade prisional.
Os réus que cumprem a medida,
também chamada de prisão domiciliar, ainda são acompanhados por uma equipe
multidisciplinar do Núcleo de Monitoramento de Egressos (Numeg) da Sejap, que
fazem visitas periódicas a essas pessoas. O acompanhamento contribui para a
efetivação do monitoramento eletrônico.
Economia –
Para o coordenador executivo da Unidade de Monitoramento do Sistema Carcerário
do Tribunal de Justiça, Ariston Apoliano, além da diminuição da população
carcerária a tecnologia possibilita diminuir os gastos com o sistema prisional.
Ele explicou que cada réu monitorado tem um custo mensal de R$ 250,00 (duzentos
e cinquenta reais), enquanto na unidade prisional esse custo sobe para cerca de
R$ 3.000,00 (três mil reais) por preso.
Fonte: Assessoria de Comunicação/Corregedoria Geral da Justiça do
Maranhão
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