DIPLOMAS COMPRADOS É CRIME



 O título de bacharel não é mérito apenas dos que passam pelos bancos da universidade. Na internet, diplomas são oferecidos por sites que prometem entrega rápida. Entre sete e 30 dias, é possível adicionar o nível superior ao currículo, sem esforço.

No site de busca Google, por exemplo, as empresas que comercializam o documento de forma irregular circulam no espaço de anunciantes livremente. Em poucos segundos, é possível encontrar uma dezena de opções de compra.
Os preços são convidativos. Enquanto alunos matriculados de forma regular em um curso de Direito investem, no mínimo, R$ 38 mil para se formar em cinco anos, no mundo virtual é possível obter o certificado gastando até R$ 3.600.

Os vendedores negociam por e-mail e telefone e garantem que a cópia fiel não levanta suspeitas. Prometem reconhecimento pelo MEC (Ministério da Educação), publicação no Diário Oficial, nome na lista de ex-alunos, assinatura de diretores de universidades reconhecidas e até senha de aluno nos sites das instituições.

A maioria das empresas virtuais pede de R$ 100 a R$ 700 de entrada, por meio de depósito bancário, e prefere mandar o certificado pelos Correios. Alguns aceitam negociação pessoalmente. O risco, no entanto, existe, já que não há garantia alguma de que o documento chegará até o comprador.

Seis anos de cadeia - Falsificação de diploma é crime e não pune só aquele que oferece o serviço. Quem compra o documento também pode ser penalizado de acordo com o Código Penal Brasileiro. O vendedor pode ser enquadrado no artigo 297 - falsificação de documento público, que prevê pena de até seis anos de prisão.

A mesma punição pode ser aplicada a quem compra o diploma, que infringe o artigo 304 - uso de documento falso. Caso o certificado seja usado profissionalmente, o tempo na cadeia pode aumentar.

“O diploma em si não tem valor. O que vale do diploma é o conhecimento que você adquiriu durante a faculdade. O processo vale mais que o papel. O engenheiro não é engenheiro porque tem diploma. Ele o é porque aprendeu a planejar, a fazer projetos", afirma Rivana Basso Fabbri Marino, vice-reitora de atividades e extensão comunitária do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana).

O MEC (Ministério da Educação) informou que a oferta de diplomas de nível superior pela internet é ilegal. A orientação para os alunos, segundo a Pasta, é sempre ingressar em uma instituição de ensino que tenha cursos autorizados e esteja no Cadastro Nacional da Educação Superior. A relação de entidades cadastradas no ministério pode ser consultada no site www.mec.gov.br

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